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Author: RFI Brasil

Bate-papo com os correspondentes da RFI Brasil pelo mundo para analisar, com uma abordagem mais profunda, os principais assuntos da atualidade.
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Um ano de Trump 2.0: Casa Branca testa limites das leis e da ordem internacional
Tuesday, 20 January, 2026

Desde que voltou à Casa Branca, no dia 20 de janeiro de 2025, Donald Trump tem avançado em temas como deportação em massa, tarifas comerciais e uma política externa que desafia os tratados internacionais.  Luciana Rosa, correspondente da RFI em Nova York Em agosto de 2025, ao anunciar o envio de tropas federais a Chicago sob o argumento de combate ao crime, Trump resumiu sua visão de poder em uma frase que repercutiu mundialmente. Ele disse: “Eu tenho o direito de fazer qualquer coisa que eu quiser fazer. Eu sou o presidente dos Estados Unidos.” E esse poder que não conhece limites, virou um dos traços mais marcantes do chamado Trump 2.0. Com um Congresso a favor e uma equipe formada majoritariamente por aliados fiéis, o presidente americano tem encontrado poucas barreiras para pôr em prática seus planos para o país. A RFI separou alguns dos principais pontos que marcaram o início deste segundo mandato. Ofensiva contra a imigração  No primeiro ano do segundo mandato, o presidente Donald Trump colocou em prática uma das políticas migratórias mais duras da história recente dos Estados Unidos. A promessa de campanha de “fechar” a fronteira sul foi cumprida. As detenções de pessoas atravessando a fronteira caíram ao nível mais baixo desde 1970, após o envio de forças armadas, a criação de novas zonas militares e o endurecimento extremo da fiscalização. Mas a repressão não ficou só na fronteira. No interior do país, operações migratórias provocaram prisões em massa, muitas delas de pessoas sem antecedentes criminais e, em alguns casos, até de cidadãos americanos. O governo diz ter deportado mais de 600 mil pessoas em 2025, número superior ao total dos quatro anos da gestão Biden. Trump também restringiu a imigração legal, reduziu a entrada de refugiados e impôs novas proibições de entrada para pessoas buscando residência, freando o processo de visto de 75 países.  O impacto foi inédito. Em 2025, os Estados Unidos registraram migração líquida negativa pela primeira vez em mais de cinquenta anos. A política migratória e a estratégia de detenção do ICE (polícia de imigração) também alimentaram protestos, especialmente em Minneapolis, após a morte de uma cidadã americana durante uma operação. Para o segundo ano de mandato, dois pontos estão no radar quanto a políticas migratórias: a tentativa de acabar com o direito à cidadania por nascimento e a possibilidade de Trump invocar a Lei da Insurreição para ampliar ainda mais seus poderes. Tarifas como uma arma geopolítica No segundo mandato, o presidente Donald Trump transformou as tarifas em um instrumento central de pressão política e diplomática. Logo no início do ano, a Casa Branca impôs tarifas a parceiros estratégicos como China, Canadá e México. Muitas dessas medidas agora estão sob análise da Corte Suprema, que decidirá se o presidente extrapolou seus poderes constitucionais. Em abril, Trump anunciou o chamado “Liberation Day”, quando apresentou um plano de tarifas globais. Países das Américas passaram a enfrentar uma taxa básica de 10%, com ameaças de percentuais mais altos. Parte dessas tarifas foi adiada, mas acabou entrando em vigor em agosto. Nenhum país da região, porém, foi tão atingido quanto o Brasil. Em julho, Trump anunciou tarifas de 50% sobre produtos brasileiros, citando o processo judicial contra o ex-presidente Jair Bolsonaro. A medida gerou forte tensão diplomática. Após contatos diretos com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, incluindo encontros em eventos internacionais, o governo americano recuou parcialmente. Em novembro, produtos estratégicos como café e cacau ficaram fora das tarifas mais altas. No entanto, as tarifas voltaram a ser ativadas na disputa de Trump com os países membros da OTAN que demonstraram apoio à Dinamarca no atual conflito pelo controle da Groenlândia. O presidente americano anunciou que taxará em 10% cada um dos países que enviou tropas para ajudar na defesa da ilha frente a uma possível invasão americana.  Obsessão pelo Nobel da Paz, não mais tanto pela paz Trump segue demonstrando interesse pelo Prêmio Nobel da Paz, mas suas ações internacionais apontam para uma política externa cada vez mais assertiva. Em setembro, ele assinou uma ordem executiva para tentar rebatizar o Departamento de Defesa como “Departamento da Guerra”. A confirmação dessa mudança ainda depende do Congresso, mas a iniciativa reforçou o tom simbólico do segundo mandato. No cenário internacional, o presidente Donald Trump combinou diplomacia seletiva com o uso direto da força. Ele se reuniu com o presidente russo Vladimir Putin, participou de negociações que levaram à libertação de reféns e a um cessar-fogo parcial em Gaza, autorizou a captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro e ordenou bombardeios contra o Irã. Promessas feitas durante a campanha, porém, não se concretizaram. Trump havia afirmado que encerraria a guerra entre Rússia e Ucrânia em 24 horas e chegou a dizer que transformaria Gaza em um polo turístico de luxo, planos que até agora não saíram do papel. A atualização mais recente veio nesta segunda-feira (19). Em carta enviada ao primeiro-ministro da Noruega, Jonas Gahr Støre, Trump afirmou que não se sente mais obrigado a “pensar puramente na paz” após não ter recebido o Prêmio Nobel da Paz e voltou a exigir controle sobre a Groenlândia, aprofundando as tensões com países europeus. Nesse mesmo contexto, Trump anunciou a criação de um “Conselho da Paz”, presidido por ele próprio, para supervisionar a transição política em Gaza. Brasil e Rússia estão entre os países convidados, com a possibilidade de participação permanente mediante o pagamento de um bilhão de dólares. Em entrevista recente ao New York Times, Trump resumiu sua visão ao afirmar que não precisa do direito internacional e que o único limite ao uso das Forças Armadas americanas é a própria moral. Trump 2.0 redefiniu o conceito de “America First”  O início do segundo mandato do presidente Donald Trump marcou uma guinada agressiva na política dos Estados Unidos para a América Latina. A promessa de “America First”, que consistia em colocar os assuntos internos em primeiro lugar, deu espaço para uma releitura da Doutrina Monroe, e o impacto foi imediato no continente. A chamada guerra às drogas virou eixo central da estratégia. O governo americano classificou 15 novos grupos da América Latina e do Caribe como organizações terroristas, acusou o México de ser controlado por cartéis e retirou da Colômbia o status de parceira no combate ao narcotráfico. No fim do ano, Trump passou a tratar o fentanil como uma “arma de destruição em massa”. Nesse contexto, Washington promoveu a maior mobilização militar no Caribe Sul desde a Crise dos Mísseis de Cuba. Operações navais atingiram embarcações suspeitas de tráfico em águas latino-americanas, deixando ao menos 115 mortos. O movimento mais simbólico dessa nova postura foi a captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro. A ação elevou a tensão regional e marcou uma escalada inédita na política americana em relação a governos considerados hostis. E o clima de instabilidade não parou por aí. No final da semana passada, autoridades americanas alertaram companhias aéreas sobre riscos ao sobrevoar partes da América Latina, citando atividades militares e possível interferência em sistemas de navegação. Nos últimos dias, Trump voltou a ameaçar países da região, incluindo Cuba e México. Em redes sociais, afirmou que não haverá mais petróleo nem dinheiro para Havana e sugeriu que o país “faça um acordo antes que seja tarde”. Mudanças no equilíbrio de poder em Washington  Um ano depois do início do segundo mandato, o presidente Donald Trump ampliou como nunca o uso do poder executivo. Só no primeiro ano, ele assinou mais decretos do que em todo o primeiro mandato. Trump passou por cima do Congresso em decisões centrais e confrontou abertamente o Judiciário. Ao mesmo tempo, reduziu e redesenhou áreas inteiras do governo federal, eliminando programas de diversidade e enfraquecendo órgãos como o Departamento de Educação e a agência americana de ajuda internacional. Mesmo que um próximo presidente tente reverter essas mudanças, parte da estrutura desmontada será difícil de reconstruir. O principal legado, até aqui, é a normalização de um Executivo muito mais forte. A resposta dos eleitores a essa concentração de poder e outras mudanças no país ocorridas neste último ano deve aparecer nas eleições de meio mandato que acontecem em novembro.

 

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